20 LIVROS INCRÍVEIS DE MULHERES NEGRAS PARA VOCÊ LER EM 2020



Já estamos terminando o mês de janeiro e como andam as metas para 2020?

Uma das principais metas que a gente costuma traçar é ligada ao aumento de nosso patrimônio cultural: viagens, cursos, leituras.

Para te ajudar com isso, o primeiro post de 2020 do Blog da Central das Divas traz uma lista de sugestões de literatura produzida por mulheres negras em português. São diversos gêneros e não chegam nem aos pés da vasta produção que temos disponível. O critério aqui, além da autoria de mulheres negras, foi apenas gosto pessoal. São livros que amo, já li ou que estão na minha lista para serem lidos em 2020. Não sou crítica literária, mas sou uma leitora voraz e sei o quanto os livros que li mudaram os rumos do que eu penso e faço.

São 20 obras incríveis e que muitas vezes são colocadas em segundo plano diante do racismo e machismo que permeiam o mercado literário no Brasil.


1. O homem azul do deserto (Cidinha da Silva)

Esse livro de crônicas de Cidinha é o 12° de sua carreira e me faz perguntar novamente: como a Cidinha da Silva não é conhecida do grande público? Nos textos desse livro, Cidinha apresenta temas contemporâneos, acontecimentos históricos recentes (como fake news, a morte de Winnie Mandela e Mariele Franco) sem abandonar temas marcantes de sua literatura, como machismo e racismo.

Cheguei a esse livro através da resenha da Bianca Gonçalves, disponível nesse link, e não pude parar de ler o livro até acabar. 

2. Escritos de uma vida, Sueli Carneiro

Esse livro é imperdível por reunir uma série de artigos publicados pela filósofa, ativista e fundadora do Geledés — Instituto da Mulher Negra. Além do pensamento de Sueli Carneiro, o livro ainda conta com prefácio de Conceição Evaristo e apresentação de Djamila Ribeiro. Os textos publicados são fundamentais para quem  quer pensar sobre estratégias de resistência considerando a luta das mulheres negras e, portanto, o papel do feminismo negro.

É importante falar que esse livro é o primeiro de um selo editorial, organizado por Djamila Ribeiro, que leva o nome de Sueli Carneiro. Uma homenagem mais do que justa.

3. Onde estaes felicidade (Carolina Maria de Jesus)

Carolina Maria de Jesus é conhecida principalmente por Quarto de Despejo - Diário de uma favelada. A autora, descoberta por um jornalista, era moradora da antiga favela do Canindé, zona norte de São Paulo, trabalhava como catadora e registrava seu cotidiano em páginas amareladas encontradas no lixo. Mas, Carolina tem diversas outras obras publicadas, entre elas algumas póstumas, como o Onde Estaes Felicidade. 

O livro publicado pela Me Parió Revolução, em 2014, tem dois contos de Carolina Maria de Jesus e mais 5 textos que dialogam com a obra e o legado da autora. 


É uma obra "que mistura ficção, história e um toque de fantasia, onde são narrados dez contos sobre a guerreira quilombola Dandara dos Palmares, companheira de Zumbi dos Palmares". Os contos se inspiram em fatos reais da história do Brasil, misturando romance, suspense, aventura e mistério. A autora é a cearense Jarid Arraes que também já produziu “Redemoinho em dia quente“, “Um buraco com meu nome“, “As Lendas de Dandara” e “Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis“.

As ilustrações de "As lendas de Dandara" são de Aline Valek 


5. Um defeito de cor (Ana Maria Gonçalves)

O premiado "Um defeito de cor" é um romance publicado pela primeira vez em 2006 pela mineira Ana Maria Gonçalves e é fruto de uma vasta pesquisa acerca da sociedade brasileira escravista do século XIX.

O livro é um romance que narra, de forma autobiográfica, a trajetória da personagem histórica Luísa Mahin. Através do romance podemos acompanhar a personagem desde seus 8 anos de idade, em Savalu, passando por momentos de tragédia tais como seu sequestro para ser escravizada no Brasil. 

O texto deve ser transformado em uma supersérie na televisão no ano de 2020 e é emocionante principalmente por trazer uma narrativa que ultrapassa a visão eurocêntrica de heroína que permeia toda nossa formação cultural. 

Ana Maria Gonçalves -(Foto Leo Pinheiro / Divulgação/ Revista Cult) 

Além desse livro, Ana Maria Gonçalves também publicou “Ao lado e à margem do que sentes por mim”

6. Olhos d´Água (Conceição Evaristo)

É com grande sensibilidade que Conceição Evaristo escreve os 15 contos desse livro que leva o nome de uma das histórias que o compõe. O conto Olhos d'Água é mostra um pouco do sofrimento de uma mãe negra e pobre e seus diversos sacrifícios para cuidar dos filhos. O texto é narrado por uma das sete filhas dessa mulher que relembra histórias da infância da própria mãe, mas admite que as lembranças se confundem com suas próprias vivências. A grande questão de sua filha era: “qual a cor dos olhos de minha mãe?”. 

Conceição Evaristo estreou na literatura em 1990, com textos publicados na série Cadernos Negros. Ela é mestra em Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), além de militar ativamente no movimento negro. Em 2020, a autora fez uma participação especial em uma novela em que interpretava ela mesma sendo reverenciada por uma jovem negra que publicava seu primeiro livro. Duas fofinhas. 

A atriz Bruna Inocêncio e a escritora Conceição Evaristo na novela Bom Sucesso (2020) 

7. Kindred – Laços de Sangue (Octavia E. Butler)

Sim, mulheres negras também escrevem ficção científica! Octavia Estelle Butler ficou conhecida como “a grande dama da ficção científica”. Ela foi a primeira autora mulher e negra a ganhar, ainda nos anos 1970, notoriedade no gênero que até hoje é predominantemente masculino – e branco. 

Kindred é um romance publicado pela primeira vez em 1979 e já vendeu mais de meio milhões de cópias no mundo todo. Em 2017, Kindred foi publicado no Brasil e conta a história de Dana, uma jovem escritora negra que vive na Califórnia, nos anos 1970, e se vê súbita e inexplicavelmente transportada para uma fazenda escravista no sul dos Estados Unidos, pouco antes da Guerra de Secessão. Dana percebe que está na casa dos seus antepassados: Alice, uma escrava, e Rufus, o dono das terras. A atualidade dos problemas relacionados à escravidão é um dos pontos altos do livro. 

A escritora Octavia E. Butler, pioneira na ficção científica norte-americana 

8. Hibisco Roxo (Chimamanda Ngozi Adichie)

Chimamanda dispensa apresentações. Além de ter uma das palestras mais aclamadas na plataforma TED - que inclusive teve um trecho incluído na música Flawless, de Beyoncé, ela tem diversas publicações que são sucesso no mundo todo e trazem uma narrativa que nos apresenta um ponto de vista a partir da vivência de uma mulher negra africana. 

Hibisco Roxo é o livro de estreia de Chimamanda e é meu preferido. Nele, a adolescente "Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance que mistura autobiografia e ficção, também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, traçando de forma sensível e surpreendente, um panorama social, político e religioso, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente."



Sejamos todos feministas tem sua edição digital distribuída gratuitamente pela editora Companhia das Letras. Você pode ler clicando aqui

9. O alegre canto da perdiz (Paulina Chiziane)

Paulina Chiziane se autodenomina uma contadora de estórias e não uma romancista, apesar de ter sido a primeira mulher moçambicana a escrever um romance: “Eu afirmo: sou contadora de estórias e não romancista. Escrevo livros com muitas estórias, estórias grandes e pequenas. Inspiro-me nos contos à volta da fogueira, minha primeira escola de arte”.

O alegre canto da perdiz é seu sexto livro e foi publicado em 2008. Suas obras já foram traduzidas na Alemanha, Espanha, Estados Unidos, França e Itália.

Em O alegre canto da perdiz ela conta a história de Delfina, mulher africana. Através dela, podemos ver um pouco das consequências do colonialismo no continente africano que ainda é presente na vida de africanos e africanas. Percorrendo temas como maternidade, prostituição e estupro, Paulina também nos presenteia com mitos africanos de criação do mundo e do ser humano. É uma história rica que foge de tudo que a gente já conhece como literatura.

10. O ódio que você semeia (Angie Thomas)

O livro publicado em 2017 é enquadrado como literatura juvenil porque é uma narrativa em primeira pessoa da história de Starr que tem 16 anos e mora em um bairro de negros nos Estados Unidos. Apesar de ser uma narrativa dinâmica e divertida, fala de forma direta e firme sobre racismo, o que pode ser incrível tanto para jovens como para adultos que estão começando a se aproximar do debate sobre racismo. Por isso, o livro pode ser classificado como um YA (young adult)


O ódio que você semeia é o livro de estreia de Angie Thomas e foi inspirado no movimento Black Lives Matter (que denuncia a violência policial contra jovens negros nos Estados Unidos). O título em inglês, The Hate U Give, é um trecho de um rap sobre racismo (e forma o genial anagrama THUG – “bandido ”–, que infelizmente se perdeu na tradução). O livro ganhou adaptação cinematográfica em 2018.

11. Filhos de sangue e osso: O legado de Orïsha,(Tomy Adeiemi)


Filhos de Sangue e Osso é o primeiro livro da trilogia de fantasia baseada na cultura iorubá, o único publicado no Brasil até janeiro de 2020.

É um livro que também vem sendo enquadrado como YA e recebeu prêmios pelo mundo todo tendo ficado por 50 semanas entre os best sellers do New York Times.

A principal inspiração de Tomi Adeyemi foi a Nigéria, terra de seus pais. Com apenas 24 anos, a escritora cria Orïsha, um mundo imaginário governado por um rei que varre do mundo a magia, e com ela seus guardiões, os maji que seriam homens e mulheres que têm poderes compartilhados com seus deuses-irmãos: Oyá, Iemanjá, Xangô, Oxumaré, entre outros. São todos nomes de energias ancestrais que são conhecidas no Brasil como Orixás. Não por coincidência, a ideia para a trilogia surgiu depois de uma visita a Salvador!




Sendo um livro escrito por uma mulher negra, com protagonismo negro e que conversa com a religião africana, a autora traz conflitos atuais, como a briga majoritária entre os kosidán e os maji, que são basicamente as pessoas com pele mais clara, membros da realeza, e as pessoas com pele mais escura e praticantes da magia. Esse conflito principal aborda o racismo e a divisão de classes.

O Legado de Orïsha está sendo adaptado para o cinema. 


12. A TRILOGIA A TERRA PERDIDA: A Quinta Estação, O Portão do Obelisco e O Céu de Pedra (N. K. Jemisin)

A escritora negra norte americana N.K. Jemisin, através da publicação da Trilogia da Terra Perdida, se consolidou em 2019 a primeira pessoa, independente de gênero ou etnia, a conquistar o Hugo Awards (principal prêmio da literatura fantástica) três vezes seguidas, algo inédito nos mais de 60 anos do prêmio.

A trilogia se passa em um planeta fictício com apenas um grande continente, chamado Quietude. O local é alvo de erupções vulcânicas, terremotos e catástrofes tectônicas com uma frequência assustadora, tanto que toda a cultur,a da Quietude se desenvolveu em torno da sobrevivência. A construção desse mundo e a descrição desses costumes por Jemisin é de um detalhismo que remete à riqueza das sagas de autores como Frank Herbert (Duna) e J.R.R. Tolkien (O Senhor dos Anéis). A diferença é que Jemisin tende a conceder protagonismo em suas histórias a personagens dos mais variados tons de pele, orientações sexuais, idades e características, não se atendo apenas aos estereótipos que a literatura de gênero solidificou por décadas.

A grande questão da obra é: por que sempre organizamos nossas vidas de modo a oprimir uma parcela da população? "Para uma sociedade construída com base na exploração, não existe ameaça maior do que não restar mais ninguém para oprimir", ela escreve em certo ponto. A metáfora dos orogenes, como minorias étnicas, religiosas ou sexuais fica clara, mas o fato de a Quietude ser obrigada a renascer das cinzas a cada Quinta Estação cria uma relação de interdependência e desprezo mútuo interessante entre orogenes e quietos. A determinada altura da saga, o leitor começa a ter pistas a respeito de civilizações extintas de muitos anos antes, e percebe que, mesmo com um nível tecnológico maior no passado, a humanidade sempre se apoiou na opressão de seus semelhantes para prosperar.


13. A cor púrpura  (Alice Walker)

Alice Walker é autora de mais de 20 obras literárias entre romances, contos e poesias. Com A Cor Púrpura ela venceu o Prêmio Pulitzer em 1983 e o National Book Award. A obra foi inspiração para a obra-prima cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg.

Cenas do filme "A cor púrpura" (1985) 

A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra muito atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.


14. Pequeno Manual Anti Racista (Djamila Ribeiro)

Lançado em novembro de 2019 a obra trata de temas como do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. São onze capítulos em que Djamila comprova de forma sempre objetiva e direta o quão o racismo faz parte da cultura humana na atualidade. Djamila é uma filósofa brasileira que tem impactado fortemente as discussões sobre racismo e feminismo já tem 3 livros publicados.



"Mesmo que uma pessoa pudesse se afirmar como não racista (o que é difícil, ou mesmo impossível, já que se trata de uma estrutura social enraizada), isso não seria suficiente — a inação contribui para perpetuar a opressão"


15. Eu não sou uma mulher (bell hooks)


Esse é um clássico da literatura feminista mundial, de 1981, e que foi publicado em português apenas em 2019.

A partir do discurso histórico de Soujorner Truth, proferido em 1851, na Women’s Convention e que dá título ao livro, hooks discute o racismo e sexismo presentes no movimento pelos direitos civis e no feminista, desde o sufrágio até os anos 1970.

Além dessa importante obra, bell hooks publicou mais de trinta livros e numerosos artigos acadêmicos, apareceu em vários filmes e documentários, e participou de várias palestras públicas. Sua obra incide principalmente sobre a interseccionalidade de raça, capitalismo e gênero.


16. Pensamento Feminista Negro (Patricia Hill Collins)

Posso dizer que esse é um dos meus livros preferidos. É inacreditável a forma didática em que a Patricia Hill Collins consegue apresentar um panorama tão completo do feminismo negro com referências de dentro e de fora da academia. A publicação foi feita em 1990 e ainda assim é contemporâneo. Ela dialoga com as mais diversas vertentes teóricas que discutem a questão da mulher negra na sociedade. 

Pelo conteúdo e densidade dessa obra, a socióloga ficou conhecida no mundo todo, mas ela tem uma vasta produção sobre feminismo e gênero a partir da perspectiva de pessoas negras.

17. Empoderamento (Joice Berth)

Apesar de não ser um conceito novo, o termo empoderamento vem recebendo destaque nos últimos anos. Entretanto, há muita confusão em torno dele. Em um trabalho intelectual valioso, Joice Berth parte de conceitos de Paulo Freire, Vivian Baquero, Patrícia Hill Collins, bell hooks, Lélia Gonzalez, Barbara Bryant Solomon, Angela Davis, Sueli Carneiro, dentre outras, para aprofundar as reflexões sobre empoderamento.

É uma obra imprescindível principalmente pra gente evitar a banalização de um conceito fundamental na disputa dos rumos de nossa sociedade. 

18. A liberdade é uma luta constante (Angela Davis)

No livro publicado em 2018, podemos encontrar artigos, discursos e entrevistas recentes de Angela Davis realizados em diferentes países entre 2013 e 2015 e organizados pelo militante dos direitos humanos Frank Barat.

A principal contribuição dessa obra é o destaque dado por Davis à necessidade de transformação das estruturas sociais profundamente. Para tal, a autora defende a importância dos movimentos sociais de mulheres negras.

“quando as mulheres negras se movem, toda a estrutura política e social se movimenta na sociedade”

19. Memórias da plantação (Grada Kilomba)

Kilomba publicou essa obra primeiramente em inglês em 2008. Apenas em 2019 ela foi publicada no Brasil, mas dialoga muito com situações de racismo que a gente vivencia aqui também. Através de episódios do racsimo cotidiano, é que a publicação expressa a importância de combate ao racismo de uma forma interdisciplinar, que combina teoria pós-colonial, estudos da branquitude, psicanálise, estudos de gênero, feminismo negro e narrativa poética, esta é uma reflexão essencial e inovadora para as práticas descoloniais.


Grada Kilomba é uma escritora, psicóloga, teórica e artista interdisciplinar portuguesa reconhecida pelo seu trabalho que tem como foco, o exame da memória, trauma, gênero, racismo e pós-colonialismo e está traduzido em várias línguas, publicado e encenado internacionalmente.

20. A nova segregação: racismo e encarceramento em massa (Michelle Alexander)

Publicada originalmente em 2010, a obra vendeu mais de 600 mil exemplares e permaneceu na lista de mais vendidos do The New York Times por mais de 150 semanas. O livro desafiou a noção de que o governo Obama assinalava o advento de uma nova era pós-racial e teve um efeito explosivo na imprensa e no debate público estadunidense, acumulando prêmios e inspirando toda uma geração de movimentos sociais antirracistas. A nova segregação ganhou o NAACP Image Award de melhor não ficção em 2011. A edição brasileira tem apresentação de Ana Luiza Pinheiro Flauzina, orelha de Alessandra Devulsky, revisão técnica e notas Silvio Luiz de Almeida. Pedro Davoglio assina a tradução. 

“O sistema de castas raciais nos EUA não foi superado, foi meramente redesenhado”, diz a jurista. Ao analisar o sistema prisional dos EUA, Alexander fornece uma das mais eloquentes exposições de como opera o racismo estrutural e institucionalizado nas sociedades ocidentais contemporâneas. Para a autora, o encarceramento em massa se organiza por meio de uma lógica abrangente e bem disfarçada de controle social racializado e funciona de maneira semelhante ao sistema ‘Jim Crow’ de segregação, abolido formalmente nos anos 1960 após o movimento por direitos civis nos Estados Unidos. Não é à toa que este país possui atualmente a maior população carcerária do mundo (com o Brasil pouco atrás, em 4º lugar, depois da China e da Rússia). 

Michelle Alexander é uma aclamada jurista na área de direitos civis, advogada e professora de direito. Nos últimos anos, Michelle Alexander ensinou em diversas universidades, incluindo a Escola de Direito de Stanford, onde foi professora associada e dirigiu as Clínicas de Direitos Civis. Em 2005, ganhou o Soros Justice Fellowship, que apoiou a escrita do livro The New Jim Crow: Mass Incarceration in the Age of Colorblindness. No mesmo ano, ela aceitou uma nomeação conjunta do Instituto Kirwan para o Estudo da Raça e Etnia e do Colégio Moritz de Direito na Ohio State University. 


BÔNUS Deus Ajude Essa Criança (Toni Morrison)

Essa é uma das minhas obras preferidas de Toni Morrisson. Através da história de Bride – nascida LuAnn Bridewell – podemos ver como o racismo atinge a subjetividade de pessoas negras. Diversos personagens narram a história em primeira pessoa, o que nos aproxima ainda mais envolvido com o livro. É impressionante como Tomi Morrison consegue delinear a personalidade de cada um de forma tão detalhista e sensível.



Esse foi o último livro publicado por Morrison em vida. A autora morreu em agosto de 2019 deixando um legado de obras premiadas como O olho mais azul (1970) Amada (1987), Jazz (1992) e Paraíso (1997). Toni Morrison ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, em 1993. Ela foi a primeira mulher negra a receber esse prêmio da literatura.

Os figurinos do vídeo "Spirit": mais uma composição de arte incrível de Beyoncé

Depois de uma espera que parecia não acabar nunca, finalmente vai estrear o Remake de Rei Leão! O filme da Disney foi lançado em sua primeira versão em 1994, inspirado em partes da obra Hamlet, de William Shakespeare. A nova versão será lançada em 18/07/2019 e está sendo vendida como uma live action sem humanos, mas conta com as vozes de estrelas como Donald Glover, Beyoncé, Seth Rogen e Billy Eichner.

Na expectativa para o filme, no dia 16/07/2019, foi lançado  o videoclipe de “Spirit”, música que integra o álbum “Lion King: The Gift”, de Beyoncé. O clipe traz paisagens incríveis do continente africano, além de uma coreografia de arrepiar. 

Para deixar os fãs mais felizes ainda vimos a linda Blue Ivy, filha de Beyoncé, em uma participação especial no vídeo. A aparição da filha neste vídeo, sentada aos seus pés na maior parte do tempo, reforça a ideia de ancestralidade, algo muito forte para o povo africano, especialmente aqueles que seguem as religiões de matriz africana e que Bey têm reverenciado em seus últimos trabalhos. A presença de Ivy também apresenta algo que Beyoncé tem feito com frequência: uma referência ao feminino e à fertilidade.


Mas, além disso tudo, algo chama a atenção: o figurino de Beyoncé! Quando a gente acha que ela não pode arrasar mais, ela brilha com figurinos vibrantes e que nos envolvem ainda mais com a fotografia do vídeo e ajuda a compor as mensagens sempre fortes que ela tem passado em seus vídeos. O figurino ajuda a compor algo que Beyoncé tem buscado reforçar em seus vídeos: o protagonismo e a beleza dos corpos negros. As cores claras e fortes ajudam a destacar a beleza dos corpos e o contraste com a cor da pele negra, que fica ainda em maior destaque. 


Sobre as cores usadas nos figurinos do vídeo, podemos ver que elas estão em sintonia com as paisagens naturais, destacando ainda mais as imagens. É como um reforço da ideia de corpo humano e natureza interligados, fundamento em muitas crenças e hábitos do povo negro, em especial o que ainda vive no continente africano. Além disso, o vermelho, utilizado em alguns momentos do vídeo, remete à uma cena em especial do filme. (sem spoilers, ok!)

Os modelos usados por Beyoncé e sua equipe têm muitas franjas que acabam compondo a coreografia, se movimentando por conta própria e deixando o balé ainda mais leve. Outra coisa a ser notada no figurino é que não há um padrão feminino ou masculino. As roupas e cores são utilizadas por homens e mulheres. Ela brinca com trajes masculinos e femininos nos figurinos, ostentando um vestido rosa brilhante da Barbie e mostrando dançarinos sem camisa em ternos cor-de-rosa. (A Ministra Damares não deve ter gostado nenhum pouco... heheheh)

Entre as grifes que compuseram o figurino da rainha, temos uma marca brasileira: Maison Alexandrine, responsável pelo look abaixo. 


Além de Alexandrine, o vídeo clipe conta com composições de Déviant la Vie, Hyun Mie Nielsen, Laurel Dewitt, Norma Kamali, Tongoro, Valentino e Zerina Akers. Veja mais imagens abaixo e assista novamente o vídeo captando o máximo de mensagens possível. Vale a pena!












TIFANNY ABREU É UMA MULHER: transfobia de Bernardinho é retrato de ódio


No dia 27 de março de 2019, o treinador da equipe de vôlei Sesc-RJ, Bernardinho, ao perder para o Sesi-Bauru, pelas quartas de final da Superliga Feminina de Vôlei, declarou: “Um homem, é foda!”. Ele se referia a uma das jogadoras da equipe adversária: Tifanny Abreu, que é uma mulher transexual. 



Como homem branco, rico, ele não sabe perder e, assim que pode, usa seus privilégios para oprimir. Horas depois, o treinador transfóbico pediu desculpas. Afinal, depois que inventaram as desculpas não existe mais culpado.

Ele foi transfóbico com Tifanny e machista com as outras jogadoras, tanto de sua equipe e quanto da equipe adversária ao afirmar que em um jogo de mulheres só foi decidido devido à presença de um “homem” no jogo.

Mas, o ataque de Bernardinho gerou uma nova onda de ataques transfóbicos a Tiffany. 

Ataques movidos a ódio e desinformação. Mas, se você acha que Bernardinho pode ter razão, dá uma olhada em algumas informações aqui:

1. Tifanny é uma mulher. O ser humano não se resume às suas características físicas. Somos muito mais complexos para ter nossa identidade de gênero apenas por fatores biológicos. Estudos do campo do desenvolvimento humano - tanto do ponto de vista filosófico, quanto biológicos - já provam que a influência da biologia é insignificante para o ser humano na sociedade moderna. 

2. Tifanny é uma mulher. Mesmo do ponto de vista biológico, Tifanny tem níveis de testosterona ( principal hormônio sexual masculino, presente no organismo feminino em quantidades menores) mais baixos do que os níveis de algumas jogadoras cisgêneros (pessoa em que a identidade de gênero corresponde ao gênero que lhe foi atribuído ao nascer). O rendimento técnico de Tifanny também não é fora do padrão feminino. 

3. Tifanny é uma mulher. Socialmente, e depois da transição, também biologicamente, Tifanny sofre com o machismo e com todos as desvantagens de ser mulher e ainda tem que lidar com a transfobia. Segundo estudos, Tifanny ainda tem que administrar as dificuldades do tratamento cirúrgico e hormonal. Sua carreira deve ser ainda mais curta do que de outras jogadoras por esses motivos.

4. Para a ciência, Tifanny é uma mulher. Nenhum estudo científico realizado até então comprova qualquer vantagem de mulheres transexuais em esportes de alto nível. No gráfico abaixo, vemos resultados de um estudo com mulheres transexuais em que foi descoberto que seus tempos de corrida diminuíram após a transição de gênero. Em comparação com os melhores corredores do mesmo sexo e idade, o que sugere que mulheres transgêneras não têm vantagem sobre mulheres cisgêneras.


5. Para os organizadores das provas internacionais de vôlei Tifanny é uma mulher. Tifanny cumpre todos os requisitos exigidos pelo COI e pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB). São requisitos baseados em estudos científicos realizados no mundo todo: as atletas precisam declarar-se mulheres (terem esse reconhecimento civil), o que não pode mudar num período de quatro anos; devem comprovar que estavam com níveis de testosterona inferiores a 10nmol/L nos 12 meses anteriores à estreia; precisam manter esse nível enquanto competirem.


Ou seja, a afirmação do Bernardinho é baseada em seu ódio e preconceito contra mulheres, em geral, e transexuais, em especial. 

Aqui na Central das Divas, não compactuamos com nenhuma forma de opressão. Para nós, as mulheres transexuais têm direito à uma vida digna. 

Toda força à Tifanny Abreu!







Para quem quiser ler mais sobre a Tifanny Abreu, seguem algumas reportagens e estudos científicos:

Resumo de estudos sobre transgêneros e esporte de alto rendimento



Achou ruim? Primeira mulher trans no vôlei feminino brasileiro, Tifanny reforça direito de jogar entre choro e desabafo.



Um pouco mais sobre o grupo da Unidade de Endocrinologia do Desenvolvimento do Hospital das Clínicas da USP, referência em estudos na área de endocrinologia.



10 PERFIS NO INSTAGRAM QUE VOCÊ DEVE SEGUIR SE AMA BLACK ART

Um dos objetivos do nosso blog sempre foi reforçar uma proposta de estética não eurocêntrica. Entendemos que a estética é perpassada por relações sociais, por interesses políticos que são construídos historicamente. O padrão do que é belo e aceito é construído, muda com o tempo, e tem relação com os mais diversos interesses, especialmente os econômicos. Por isso, valorizar elementos estéticos não hegemônicos não é algo fácil.

Quando falamos de estética não falamos apenas de padrões físicos humanos, mas também de padrões de arte, música, poesia. O mais comum é vermos uma super valorização da arte europeia e uma subvalorização da arte com influência africana e indígena.

Inspirada pela intenção de valorizar a arte negra é que resolvi publicar esse post e reunir um pouco de artistas negros e negras que deixam meu Instagram mais bonito e fortalecem minha identidade racial.

São artistas brasileiros ou estrangeiros, mas todos têm em comum a inspiração um mundo em que a cultura negra é beleza, arte e poder.

1. Dope_black_art


Perfil não brasileiro que que publica obras de diversos artistas diferentes que produzem arte ligada à cultura negra.




2. Sd_creative

Perfil não brasileiro. Publica obras autorais. Muita coisa exclusiva e linda.




3. Cesar_Does_It

Neste perfil você encontra uma arte com traços fortes. São desenhos autorais com muitas homenagens a artistas como o Tupac Shakur na obra abaixo que de tão perfeita parece uma fotografia. Perfil não brasileiro. 




4. Ilustration_315

Aqui você encontra obras autorais com traços muito peculiares que lembram aquarela. A maioria das postagens é um retrato do cotidiano de uma mulher preta e tem muitas animações.
Perfil não brasileiro.




5. Black Artist Space

Aqui você encontra uma coletânea de artistas do mundo todo em um espaço que se auto denomina "santuário do artista visual negro". Perfil não brasileiro.




6. Tori Hunter
Você encontra ilustrações autorais com um traço muito característico. Retrata personagens da ficção famosos como se fossem negros. Perfil não brasileiro




7. Illi.Ilustra

Artista brasileira que explora a arte a partir da perspectiva das mulheres negras. Ela é comunicadora baiana porreta e sua arte está a venda.




8. Black Girls Who Paint

Aqui você encontra uma reunião de obras de mulheres negras. A ideia é promover e celebrar a comunidade de mulheres negras que amam pintar.





Mais um perfil dedicado à divulgação de obras de artistas negros e negras do mundo todo. Aqui você encontra, além de pinturas, também  poesia, música, fotografia todos ligados ao povo preto no mundo.






10. Young Black Artist

Coletânea de artistas negros e negras pelo mundo. O ponto forte é a pintura, mas muitas outras artes também são divulgadas neste perfil.






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Selecionar apenas 10 perfis foi um sufoco! É muita coisa incrível e inspiradora.
Tem algum perfil que você ama e que acha que deveria estar aqui?






FALA, PRETA! Day Rodrigues, potência atrás das câmeras



Setembro já começa com novos ares. 
A ideia do blog da Central das Divas sempre foi ajudar a ecoar vozes de mulheres negras pelo mundo. 
Neste mês, estreamos um formato de publicação nunca feito aqui: entrevistas. Apesar de já ter trabalhado com entrevistas na TV, nunca tive a oportunidade de publicar uma entrevista aqui no blog. São pequenas entrevistas para a gente se aproximar de mulheres pretas incríveis que vêm brilhando por aí.
É com um carinho enorme, que publico a primeira entrevista no blog com uma querida amiga: Day Rodrigues.
Aqui ela fala um pouco sobre seus trabalhos, história de vida e perspectivas. Mas, é obvio que a entrevista não dá conta de expressar a doçura misturada a força que a Day transmite.


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Day Rodrigues é natural da cidade de Santos/SP. Ela, além de  minha amiga (ISSO É IMPORTANTE :p), é cineasta, é produtora cultural, educadora e escritora e tem traçado uma trajetória que enche a gente de orgulho. Ela é licenciada em filosofia com especialização em Gestão Cultural, pelo Centro de Pesquisa e Formação do SESC, pesquisa feminismo interseccional, cultura popular e as histórias das diásporas negras. Mas, é no audiovisual que a Day tem brilhado mais.

Foto de Leandro Noronha da Fonseca

Em julho de 2017, no XXI Cine PE - Festival Audiovisual (Recife), foi premiada pelo documentário “Mulheres Negras: Projetos de Mundo” (direção de Day Rodrigues e Lucas Ogasawara), nas categorias júri popular e direção.

Hoje, a Day Rodrigues dá um passo importante em sua trajetória: estreia na GNT, o episódio "Racismo e Resistência" da série "Quebrando Tabu, dirigido por ela. No episódio ela entrevista Djamila Ribeiro, Nilma Lino Gomes, Joice Berth, Patricia Hill Collins, Suzane Pereira da Silva, Mafoane Odara e Gilberto Alexandre Sobrinho e um monte de gente porreta para falar sobre meritocracia, direitos, privilégios e outros temas tão importantes para a população negra. 

Para as pessoas negras, a estreia deste episódio é um importante marco. Em um momento de disputa de narrativas, como reflexo de disputa de poder político, econômico e ideológico, ter alguns dos nossos tratando de questões a partir do nosso lugar de falar é emancipador. 

Para deixar a gente com água na boca, dá só uma olhada no teaser do episódio que estreia hoje, dia 03 de setembro, às 23h30.

Nós mulheres negras somos levadas a duvidar do nosso potencial durante todo o tempo. Como é para você ser uma cineasta, considerando a ausência de negros, principalmente de mulheres, na área?

Day - Eu vivo constantemente o desafio e a dúvida de permanecer numa área em que os recursos ou as políticas públicas nada beneficiam as realizadoras negras. 

Primeiro, em minha geração não tivemos a oportunidade de sonhar com tal trajetória artística e profissional. 

Segundo, a estrutura para pensar num material cinematográfico, para circular em salas comerciais, na TV aberta, nos locais sem internet, não acontece normalmente. Fazemos os nossos trabalhos na maior parte do tempo, de forma independente. Isso não deixa de ter o seu valor, porém, se pensarmos na construção de imaginários, a longo prazo, as histórias são contadas por aqueles que do auge de seus privilégios se acham no direito de falar por nós, mulheres negras, nordestinos, entre muitos outros. Daí, também, a construção dos estereótipos, hisperssexualização dos nossos corpos, papéis de subserviência nas dramaturgias e ausência de intelecto, ou seja, ausência de humanidade.
Então, pesquiso, estudo e faço cinema por acreditar na importância da reconstrução da imagem e narrativas antirracistas. E por perceber assim, que a partir do audiovisual, os debates políticos em torno das questões étnico-raciais podem acelerar a auto percepção de toda uma geração. 

Como surgiu a ideia de um projeto tão sensível como o que você realizou em “Mulheres Negras: Projetos de Mundo”? 

Day - O filme "Mulheres Negras: Projetos de Mundo" foi e sempre será o meu processo de cura. Eu sou a filha mais velha de um casal de nordestinos, com algumas histórias trágicas pelas famílias. Ainda assim, vivi muito tempo em bairro de classe média de Santos, logo, só com pessoas brancas, apesar de ter estudado em escolas públicas e morar num prédio, em que a grande maioria era de filhos de portuários (trabalhadores do porto de Santos). Porém, hoje, sei que 

parte das minhas angústias em ser a filha de nordestinos é a xenofobia dos paulistas, depois, somado ao estereótipo que me implicava ser vista como mulata ou morena, destituída de uma origem positiva. 

Assim, mesmo sendo a mulher negra de pele menos preta nunca fui tratada de forma respeitosa na minha cidade, sem autoestima internalizei por muito tempo esses fetiches e pouco via perspectiva e horizonte de futuro. Daí, foi ao entrar em contato com os movimentos sociais em Salvador e também com as feministas negras, pude encontrar um campo de saberes para reconstituir quem sou eu, por uma busca também de reconhecimento coletivo. Daí, o filme... 

O que podemos esperar do episódio "Racismo e Resistência” da série “Quebrando o Tabu”, dirigido por você?

Day - O episódio que vai ar hoje, no canal GNT, chega quase dois anos depois da estreia do filme "Mulheres Negras: Projetos de Mundo", depois de percorrer diversos estados brasileiros com sua exibição. Pois, ao perceber o quanto de demanda havia, o quanto as pessoas se identificavam e reconheciam neste documentário, entendi que a minha pergunta: se já sabemos que os lugares de poder são tomados por homens, brancos, heterossexuais, cisgêneros, classe média e ricos, como pensar a partir das mulheres negras/ feministas o significado de agenciar transformação e mudança social a partir da pirâmide social? Afinal, contrariando os estereótipos e as estatísticas, as cotas raciais, a obrigatoriedade do ensino de cultura afro-brasileira e história da África nas escolas (lei 10639), a formação de mídias independentes e das redes sociais para quem está fora da grande imprensa foram fundamentais para propagarmos quem somos nós, na resistência, pela cura e afeto. 

Foto de Daisy Serena

Então, o meu trabalho frente à direção desse episódio foi de pensar como o racismo estrutura e institucionaliza as desigualdades de direito, oportunidade e fuzila sonhos. Assim, podemos esperar que as pessoas brancas precisam compreender as suas responsabilidades, frente a tal problema central da sociedade brasileira.

Day, quais seu planos como cineasta? O que você sonha fazer?

Eu desejo continuar produzindo cinema e alinhavar isso com um trabalho de formação para jovens, em audiovisual. E gostaria também de ter tempo para escrever mais...

Feliz aniversário Michael Jackson: 6 incríveis capas de ábuns do rei do pop

Nos despedimos do Rei do pop em 2009, mas ele é uma lenda.

Aproveitando que em 29/08/2018 ele faria 60 anos, celebramos aqui na Central das Divas compartilhando algumas das capas de álbuns mais incríveis da carreira do cantor.

1. Thriller


O álbum mais popular de Jackson e o álbum mais vendido do mundo, a capa de Thriller mostra Jackson deitado elegantemente em um terno branco. O álbum foi lançado em 1982 e até hoje tem alguns dos maiores hits de sua carreira.

2. Bad 

Bad foi a colaboração final entre Jackson e o lendário produtor Quincy Jones. O álbum Bad foi indicado a seis premiações no Grammy, tendo vencido duas categorias. Alguns fãs costumam dizer que este álbum não teve o reconhecimento merecido. 

3. Off the wall


Como não morrer de amor com esta capa? Olha o sorriso deste homem!
Este foi o primeiro disco que Michael Jackson lançou com a Epic Records em 1979, com ele o artista ganhou seu primeiro Grammy. 
Uma das canções clássicas deste álbum é Don’t Stop 'Til You Get Enough. Aquele clipe lindo que você pode rever aqui embaixo: 


4. Dangerous


A capa de Dangerous é inesquecível! Ela foi feita por Mark Ryden,muitas vezes considerado "o deus-pai do surrealismo pop". Este foi o oitavo álbum de estúdio de MJ, lançado em 1991. Entre os temas tratados no álbum Dangerous, MJ abordou racismo, pobreza, desigualdade social.
Entre as músicas mais famosas deste álbum, temos Black or White e Remember the time.

5. Got to Be there


Em 1972, Michael Jackson lança seu primeiro álbum solo. Essa capa com o rosto lindinho do rei do pop é lançado pela Motown, uma gravadora muito importante para a música negra mundial. O álbum tem sucessos históricos do cantor como "I Wanna Be Where You Are", e gravações cover de músicas clássicas da época como, "Ain't No Sunshine" de Bill Withers, "Rockin' Robin" de Bobby Day, "You've Got A Friend" de Carole King e "Love Is Here And Now You're Gone" das Supremes.

6. HIStory: Past, Present and Future, Book I


O HiStory foi lançado em 1995 e foi um álbum duplo, com 30 canções. O álbum já vendeu mais de 35 milhões de cópias em todo o mundo, tornando-se o álbum duplo mais vendido de todos os tempos e recebeu seis indicações ao Grammy Award de 1996. Ele foi lançado logo após Jackson ter enfrentado alegações de abuso sexual infantil e atraiu mais controvérsia para o cantor, depois que Jackson enfrentou acusações de anti-semitismo sobre o uso de insultos na música do álbum, They Don't Care About Us.