Patricia Hill Collins: a mulher negra e feminismo (22/31)

Já estamos no 22º dia dos 31 dias do #julhodaspretas na Central das Divas. No dia de hoje, vamos falar da professora Patricia Hill Collins.

Collins nasceu em 1948, na Filadélfia, Pensilvânia. Collins estudou em escolas públicas da cidade que nasceu. Se formou em 1969 em sociologia na Universidade de Brandeis. Ela obteve o título de mestre na Universidade de Harvard, em 1970. De 1970 a 1976, ela foi professora de educação na Faculdade Comunitária St. Joseph, em Roxbury, Boston. Ela se tornou a diretora do Centro Africana na Universidade de Tufts, onde ficou de 1976 a 1980. 


Seus estudos de doutorado em sociologia foram realizados em Brandeis, em 1984. Ao obter o título, ela trabalhou como professora assistente na Universidade de Cincinnati no início em 1982.

Em 1990, Collins publicou seu primeiro livro, Black Feminist Thought: Knowledge, Consciousness and the Politics of Empowerment. Uma décima edição, revista, foi publicada em 2000 e, posteriormente, traduzida para coreano, em 2009. Atualmente, Collins ensina Sociologia da Universidade de Maryland, College Park.

Em 1990, Collins publicou Black Feminist Thought: Knowledge, Consciousness and the Politics of Empowerment, onde articula leituras de trabalhos do trabalho de Angela Davis, Alice Walker e Audre Lorde. De sua análise é possível inferir que as opressões de raça, classe, gênero, sexualidade e nação se interrelacionam, construindo mutuamente sistemas de poder. Collins utilizou o termo "interseccionalidade", originalmente cunhado por Kimberlé Crenshaw, para se referir a essa sobreposição simultânea de múltiplas formas de opressão.Também pode-se concluir que as experiências específicas das mulheres negras com a interseção de sistemas de opressão fornecem uma janela para os mesmos processos para outros indivíduos e grupos sociais.

O livro seguinte de Collins ganhou o Book Award da Associação Americana de Sociologia. Black Sexual Politics: African Americans, Gender, and the New Racism defende que o racismo e a heteronormatividade estão interligadas e que ideais de beleza atuam para oprimir os afro-americanos. 

Em 2006, ela publicou From Black Power to Hip Hop: Racism, Nationalism, and Feminism, onde examinou a relação entre nacionalismo negro, o feminismo e o hip-hop. Patricia deu uma enorme contribuição teórica para a compreensão do sistema de opressão que sofre a mulher negra.

VIVA PATRICIA HILL COLLINS!
VIVA AS MULHERES NEGRAS!




No mês de julho vamos celebrar, conhecer, homenagear 31 mulheres no mês de julho! Sabemos que ainda é pouco, mas será um prazer rever a vida de algumas das nossas inspirações! Billie Holliday, Carolina Maria de Jesus, Elza Soares, Ella Fitzgerald, Chimamanda Ngozi Adichie, Sueli Carneiro, Taiye Selasi, Luiza Bairros... São tantas pretas maravilhosas que iremos homenagear! Não perca!!

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